KENJI FUKUDA
Tamotsu Fukuda, filho de imigrantes japoneses, começou a desenhar aos 12 anos, incentivado por seu pai, também pintor. Realizou sua primeira exposição individual em 1963, recebendo críticas positivas. Inicialmente, trabalhou com paisagens e naturezas-mortas, influenciado pela obra de seu pai e pela propaganda comercial. Em 1979, foi premiado com o troféu O Gladiador do SENAC. A partir de 1981, Fukuda se dedicou ao abstracionismo informal, mesclando manchas e formas geométricas, consolidando uma linguagem pessoal no início dos anos 1990. Sua pintura é descrita como orientalista, marcada pela espontaneidade e uso expressivo das cores. Em 1988, participou de uma mostra comemorativa dos 80 anos da imigração japonesa no Brasil e expôs em cidades como Berlim, Paris e Los Angeles. Suas obras estão em acervos de importantes museus brasileiros, como o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e o Museu de Arte de São Paulo. Nos anos 1990, Fukuda também se interessou pela escultura, realizando sua primeira exposição individual nesta técnica em 1995. Ele é autor do Monumento em Homenagem ao Pan Rio 2007, uma escultura de 15 metros de altura e cinco toneladas, considerada uma das mais elaboradas do país. Fukuda faleceu em 2021, aos 77 anos, enquanto se recuperava de um procedimento médico.
Destaques
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