DJANIRA DA MOTTA E SILVA
Djanira da Motta e Silva (1914-1979) foi uma pintora brasileira nascida em Avaré, São Paulo. Filha de um dentista itinerante e neta de guaranis e austríacos, ela passou parte da infância em Porto União, Santa Catarina, e Avaré, onde trabalhou em lavouras de café. Mudou-se para São Paulo na década de 1930 e, em 1932, casou-se com Bartolomeu Gomes Pereira, mudando-se para o Rio de Janeiro. Após contrair tuberculose, Djanira foi internada em um sanatório e, ao se recuperar, instalou-se no bairro de Santa Teresa, onde abriu uma pensão. Lá, conheceu o pintor Emeric Marcier, que a introduziu à pintura. Em 1942, expôs no Salão Nacional de Belas Artes e, em 1943, realizou sua primeira mostra individual. Djanira viajou para Nova York em 1945, onde conheceu obras de artistas renomados e, ao retornar ao Brasil, realizou murais importantes. Sua pintura evoluiu de tons sombrios para cores vibrantes, sempre buscando retratar temas brasileiros com dignidade e geometria. Ela também trabalhou com xilogravura, gravura em metal, tapeçaria e azulejaria. Em 1979, Djanira faleceu no Rio de Janeiro e foi enterrada conforme seu desejo, descalça e com o hábito de irmã da Ordem Terceira do Carmo. Em sua memória, foram criados o Centro Cultural Djanira da Motta e o Memorial Djanira da Motta e Silva em Avaré.